Concordam?
Um Domingo de Comida Árabe
31 janÁrabe, síria, libanesa, palestina (sabia que Recife tem muitas pessoas de origem palestina? Fique sabendo, pois)…tanto faz…chamarei tudo de “comida árabe”, ok? Isso resume o que foi grande parte do meu dia, hoje. Há tempos eu estava com vontade de comer pratos árabes…mas nada de esfiha do Habib’s, pelamor! Queria uma coisa gostosa de verdade. Aliás, quando estive em São Paulo recentemente, pensava muito que queria aproveitar pra isso (sim, grande parte do que queria fazer em São Paulo era comer algumas coisas que tem lá, para matar as saudades). Pra minha sorte, na rua onde está a casa da minha amiga Carol, onde fiquei hospedada, tem um restaurante chamado “Gêmeos Esfiha” e foi lá onde nos refastelamos uma noite, com coalhada seca, quibe cru e outras delícias.
E como quase tudo que eu trouxe de “lembrancinha de viagem” para mim pode ser resumido como “tempero” ou “ingrediente”, resolvi fazer algo em casa. Tenho um livrinho de receitas árabes há anos (comprei pra aprender a fazer agrados para um ex…se tornou ex antes que eu o agradasse com isso…hehehe), mas nem me fixei tanto às receitas dali. Não foi nada complicado (ok,não sei fazer receitas complicadas, só coisas práticas), então fomos de quibe de forno, cuscuz de semolina (o tal “couscous marroquino”) e salada.
As receitas? Não as tenho nem quis anotar, já que era a primeira vez que preparava. Para o quibe, hidratei o trigo próprio para o seu preparo (misturei pimenta síria e um tiquinho de nada de sal nele), enquanto temperava a carne com alho, cebola, coentro, pimenta síria, zaatar, hortelã (importantíssima!) e sal. Numa pirex untada com azeite foi camadinha do trigo já escorrido, a carne (que fritei até dourar, antes), trigo novamente e azeite em cima. Pra enfeitar, pinholes e queijo parmesão ralado grosso. Forno por 30 minutos e tá ok. O cuscuz, hidratei com caldo de carne por cinco minutos e enfeitei com o que tinha: tomate seco, pinholes, passas, damascos, gergelim preto e castanha de caju. A salada? Doideira, né? Alface, tomate seco, tomate fresco, cenoura ralada, passas, gergelim preto e…aí está o diferencial, um pouco do queijo chanclish mega-apimentado que eu trouxe, esmigalhado por cima. Confesso que nem sei se as “receitas” estão totalmente certas, mas foi mais ou menos isso aí. Quer saber? Ficou tudo uma delícia. E fiz a minha mãe sair do almoço trivial de domingo…e ela aprovou. Então salamaleques pra vocês aí e boa semana!
O Azedume (ou: Não era pra ser feliz)
31 janA amiga chegou pra mim e disse “fui olhar o Facebook de um ex. Não sei porque fiz aquilo, mas fiz. Ele está feliz. Sempre desejei que ele fosse feliz. Mas me senti muito mal. Não sei explicar, mas foi muito mal. Uma raiva…não, não sei se era raiva. Ou era tristeza? Não, era raiva…uma coisa que eu não sei explicar. Vi as fotos e ele está, de fato, feliz. O que foi aquilo tão ruim que eu senti?”. E aí vi o quanto era difícil admitir, mas, poxa, somos humanos!, então eu entendi…era inveja. Não me entenda mal, não consigo desejar o mal a ninguém. Mas eu entendi o que se passava. Não era você quem deveria ser feliz, era eu. Desejei felicidade mas o que eu queria mesmo era que você sofresse, chorasse e sentisse a minha falta. Que você visse as minhas fotos e dissesse “uau, como você está linda! Parece tão feliz! Você me faz falta”. Não era pra você estar feliz com essa que você está hoje. Era pra ela te colocar o maior e mais dolorido par de chifres que já se teve notícias e que, neste momento, você pensasse que mulher de verdade, que te amava como ninguém amou e que te faria feliz mesmo, só poderia ter sido eu…e que você, burramente, deixou escapar. Era pra você lembrar de mim sempre que quisesse lembrar de momentos felizes. Sim, eu quero caminhar, quero o “daqui pra frente”, mas também quero que você perceba a importância que eu mereço ter. Não quero você feliz e festejando se não for comigo. Não que eu te deseje mal…mas todo esse bem que te desejo, todo esse amor escondido até de mim só me faz pensar que não, eu não quero que você esteja feliz agora. Quero que pense em mim e sinta saudades. E, assim, a minha amiga agradeceu porque eu compreendi e me solidarizei com aquele sentimento tão feio mas que, independente da vontade dela, apareceu. Eu sei o que é sentir isso…sei muito bem. Não que ela fosse fazer algo a respeito…era mesmo página virada. Mas é bom saber que há quem compreenda quão imperfeito somos e que na nossa imperfeição também reside esse azedume, algo que me faz uma má pessoa. Sempre tentarei abafá-la, não quero que ela venha à tona. Mas não nego: ela existe. E, assim, veio o abraço entre amigas solidárias na amargura.
Doa-se ex-namorada
26 janJá agiu como uma namorada louca, ciumenta?
E ex-namorada louca, que pega no pé?
Se te doassem, teria quem te quisesse?
Fiquei entre o achar engraçado, o me preocupar (será? será????) e o ter pena da menina, quando vi esse anúncio no Mercado Livre, que a @mariacarol me mostrou.
Pensa que é montagem? Olha aí o anúncio completo:
E você, anunciaria uma (um) ex chato? E se encontrasse um anúncio sobre você, o que faria?
E assim começou 2011…
2 janE assim começou 2011…
Abraços, fogos, música, gargalhadas, bom humor…tudo de bom. E, claro, agradecimentos em oração, por tudo que houve em 2010, que foi o ano mais tranquilo dos últimos tempos, para mim (e isto significa um ritmo intenso de trabalho). E, ainda, pedidos de que 2011 seja realmente um bom ano, com muita saúde, paz, alegria, motivos para comemorar, possibilidade de estar junto de pessoas queridas, progresso, prosperidade e, claro, muito amor. Que Deus continue a abençoar. E que isso, que é apenas mais um nascer do sol, como todos os outros, me pareceu tão diferente esta manhã, como se, de fato, fosse um dia diferente, um sinal de que eu poderia começar mais uma história a partir de hoje. Então que assim seja.
E feliz 2011 a todos.
* fotos feitas por mim, com o iPhone (portanto, não exijam muita qualidade), na praia de Boa Viagem, Recife.

















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