Árabe, síria, libanesa, palestina (sabia que Recife tem muitas pessoas de origem palestina? Fique sabendo, pois)…tanto faz…chamarei tudo de “comida árabe”, ok? Isso resume o que foi grande parte do meu dia, hoje. Há tempos eu estava com vontade de comer pratos árabes…mas nada de esfiha do Habib’s, pelamor! Queria uma coisa gostosa de verdade. Aliás, quando estive em São Paulo recentemente, pensava muito que queria aproveitar pra isso (sim, grande parte do que queria fazer em São Paulo era comer algumas coisas que tem lá, para matar as saudades). Pra minha sorte, na rua onde está a casa da minha amiga Carol, onde fiquei hospedada, tem um restaurante chamado “Gêmeos Esfiha” e foi lá onde nos refastelamos uma noite, com coalhada seca, quibe cru e outras delícias.
E como quase tudo que eu trouxe de “lembrancinha de viagem” para mim pode ser resumido como “tempero” ou “ingrediente”, resolvi fazer algo em casa. Tenho um livrinho de receitas árabes há anos (comprei pra aprender a fazer agrados para um ex…se tornou ex antes que eu o agradasse com isso…hehehe), mas nem me fixei tanto às receitas dali. Não foi nada complicado (ok,não sei fazer receitas complicadas, só coisas práticas), então fomos de quibe de forno, cuscuz de semolina (o tal “couscous marroquino”) e salada.
As receitas? Não as tenho nem quis anotar, já que era a primeira vez que preparava. Para o quibe, hidratei o trigo próprio para o seu preparo (misturei pimenta síria e um tiquinho de nada de sal nele), enquanto temperava a carne com alho, cebola, coentro, pimenta síria, zaatar, hortelã (importantíssima!) e sal. Numa pirex untada com azeite foi camadinha do trigo já escorrido, a carne (que fritei até dourar, antes), trigo novamente e azeite em cima. Pra enfeitar, pinholes e queijo parmesão ralado grosso. Forno por 30 minutos e tá ok. O cuscuz, hidratei com caldo de carne por cinco minutos e enfeitei com o que tinha: tomate seco, pinholes, passas, damascos, gergelim preto e castanha de caju. A salada? Doideira, né? Alface, tomate seco, tomate fresco, cenoura ralada, passas, gergelim preto e…aí está o diferencial, um pouco do queijo chanclish mega-apimentado que eu trouxe, esmigalhado por cima. Confesso que nem sei se as “receitas” estão totalmente certas, mas foi mais ou menos isso aí. Quer saber? Ficou tudo uma delícia. E fiz a minha mãe sair do almoço trivial de domingo…e ela aprovou. Então salamaleques pra vocês aí e boa semana!



Tô aguando aqui!
Nunca fiz esse cuscuz, só quibe e tabule, que amo! Mas vou aprender! Outra coisa q AMO é o humus tahine. Mas só comi pronto.
BJs,
Eliane
O humus eu como sempre, mas nunca feito em casa…na rua onde trabalho há um restaurante de quilo vegetariano cujo dono é judeu…é um dos pratos frequentes da casa, junto com o tabule.