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Uma História de Amor…com Final Feliz

26 out

Tenho lido “Uma História de Amor…Com Final Feliz“, do Flávio Gikovate. Bem, amor é uma dessas coisas sobre as quais eu nunca consegui entender. Nunca fui muito de me apaixonar…mas sempre quis. E as vezes que me apaixonei MESMO…estrago total. Foi bom, muito bom. Mas os resultados finais normalmente são um tantinho desastrosos. Nem nunca fui muito de praticar romantismos. Acho que por falta de oportunidade, porque sou do tipo que chora em comédias românticas, que gosta de coisinhas de coração…mas não sei ser melosa, não tenho voz infantilizada e nunca consegui colocar apelidozinho em namorado (o mais lindinho foi “imbecil”…acredite, era carinhoso e ele sabia disso).

Mas, quanto ao livro…ao contrário do que o nome faz crer, o livro é, na verdade, uma espécie de anti-romantismo. Ele disseca as nossas necessidades amorosas, mostra o porquê delas existirem e procura provar (talvez não seja a palavra certa) que esse amor romântico está em queda, que não seria o ideal para ninguém. Que, apesar das pessoas continuarem procurando por ele, elas vivem de modo cada vez mais individualista e, assim, essa dualidade é incompatível. O ideal seria o que ele chama de +amor, que é uma espécie de companheirismo, uma amizade com um “quê” a mais, que cria laços mas que mantém a individualidade…isso daria fruto a algo mais duradouro. O livro fala de auto-estima, amor materno, amizade, pessoas que são egoístass e pessoas que são generosas (esses últimos, recorrentes nos livros de Gikovate). Muito bom para entender essa loucura toda que são os sentimentos.

Devo confessar: estou tentando me convencer disso tudo, parece-me tudo muito correto..mas eu adoraria ser arrebatada por uma paixão, que se transformasse em amor, que fosse feliz e me deixasse com um sorriso bobo e bom no rosto. Mas eu já nem sei se isso realmente existe ou se um dia delirei. Mas sabe de uma outra coisa que eu também ADORARIA? Ter o Flávio Gikovate como meu médico…ah, isso eu iria gostar MUITÍSSIMO! Certeza que ele poderia me ajudar. Mas aí eu caio no dilema de SEMPRE: por que tão longe, hein? Enquanto isso: recomendo o livro!!!

Ainda não terminei de ler o livro, mas deixo aqui alguns trechos dele:

“O amor é, pois, o que sentimos por quem nos dá o prazer negativo derivado do fim da dor do desamparo.” (na linha anterior ele diz que o amor é “o sentimento que a criancinha tem pela mãe, que a aconchega e a salva do abandono”)

“Com o passar dos anos, vai ficando claro que o avanço da individualidade não faz que o desejo de aconchego amoroso desapareça – por vezes ele nem sequer diminui”

“Auto-estima é um juízo de valor, e não um sentimento. É uma espécie de nota que damos a nós mesmos – em geral, nota equivocada para menos. O sentimento amoroso, em sua versão original (da criança pela mãe) é visceral, automático, relacionado com a simbiose uterina. Amor tem por objeto. Auto-estima é racional e corresponde a uma auto-avaliação”

“O amor é aconchego físico, enquanto a amizade é aconchego intelectual” (uma das minhas preferidas!)

“O desejo sexual é muito diferente do amor, em que o interesse é definido e único. O desejo amoroso é monogâmico, enquanto o desejo sexual é, via de regra, promíscuo”

“O amor deriva de admiração. A inveja também”

“Quando as distâncias do ponto de equilíbrio são pequenas, ou seja, numa aliança entre um ‘egoistinha’ e um ‘generosinho’, pode haver efetiva e longa estabilidade na relação. “

…quer ver mais? Compra o livro que vale!

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